Garotas Nerds

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Ato 1: Extra!

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1 Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 19:30

No dia seguinte ao crime, a notícia estava na boca do povo. Todos os jornais de Londres noticiavam o terrível assassinato de Martha Tabram, uma mulher adorável que havia sido induzida à prostituição pelo seu vício em bebida.

Sua amiga, Pearly Poll, havia sido levada para a delegacia para a coleta de depoimento, e dizia-se que já haviam suspeitos. Alguns jornais traziam até mesmo a natureza dos ferimentos descrita detalhadamente, para saciar a curiosidade mórbida de seus leitores.

A violência contra as mulheres de East End não era estranha aos tablóides, que de tempos em tempos noticiava notícias do tipo. Começaram a correr boatos de que o assassino - talvez mais de um - era apenas um bom cristão, decidido a limpar o pecado do mundo. De qualquer forma, todos concordavam em uma coisa: o lugar decididamente estava perdido.

TRACER BULLET

Tracer deu um suspiro de desânimo ao abrir o jornal aquela manhã. Aquela era a notícia da semana, senão a do mês, e a cobertura não era a sua.

Tom Bulling. Também repórter do London Observer, o colega de Tracer era inescrupuloso e sensacionalista, fazendo de tudo para passar por cima dos outros para conseguir um furo. Rivais declarados, os dois repórteres sabiam que a permanência de um na redação seria a demissão do outro. E Tracer não podia perder aquele emprego.

Ao chegar no escritório do London Observer, um pequeno caderno policial que cobria principalmente East End - a fonte dos crimes mais estranhos e mórbidos de toda Londres - Tracer logo percebeu o furor que a notícia causara.

- Ah, aí está você! - Philips, seu supervisor, veio imediatamente ao seu encontro, passando o braço pelos seus ombros e trazendo-o para dentro. - Escute, Bullet, precisamos de todos os repórteres que temos em cima desse caso. - Ele dá um suspiro triunfante, soltando-o em frente à sua mesa. - Eu tenho uma intuição. Essa matéria é ouro puro, eu lhe digo!

ARIELLA HARRIS

Ariel treinava tiro no grande quintal murado de sua casa, utilizando um pedaço de madeira velha como alvo. Moradora do distrito de Greenwich, com suas grandes casas e belas árvores próximas ao rio Tâmisa, ela se sentia bem naquele lugar solitário e calmo.
A moça foi interrompida pelo barulho da porta. Seu pai, George, chegara do trabalho. Parecia exausto.

- Bom dia, querida.

Seu pai havia sido chamado para um trabalho urgente, no meio da madrugada. Nada disseram sobre o teor do caso, e Ariel estava aliviada ao vê-lo de volta. Ele parecia um pouco perturbado, e sentou-se em uma das cadeiras da varanda, observando-a.

RICHARD CROSS

Richard agora tinha uma rotina: saía toda noite para beber no Angel and Crown, que ficava a um quarteirão de distância, voltava para casa tarde da noite, dormia, e quando acordava voltava a beber.

Porém, aquela manhã, ele foi acordado de súbito por uma batida violenta na porta. Ao abri-la, pronto para xingar o coletor de aluguel por incomodá-lo tão cedo, teve uma surpresa. Era um jovem soldado, colega seu, com quem havia bebido na noite anterior.
Cross lembrava levemente da noite anterior. Havia bebido com eles aquela noite, mas passara mal, vomitando no chão do bar e sendo expulso pela garçonete irritada. Eles ficaram por lá e ele tinha ido pra casa.

- Capitão Cross! - O jovem estava completamente transtornado. - Por favor, você precisa me ajudar!

JANE POTTER

Jane acordou assustada, depois de ter um pesadelo terrível. Sonhou com sangue e dor, apesar de não conseguir descrever exatamente o que tinha visto. Lavou o rosto, vestiu-se e desceu à sala de jantar para o desjejum, ainda um pouco perturbada com visões.

Seu pai, James Potter, e seu irmão, Ethan, já estavam à mesa, conversando.

- Bom dia, querida - Lord Potter cumprimentou-a, quando a viu descer.

JAVERT MARCEAU

Marceau estava na rua, como sempre, com o rosto pintado. Fazia macaquices, pulando em uma perna só e fazendo malabarismo, mas as pessoas estavam muito mais ocupadas com as manchetes dos jornais. Dando-se por vencido, ele sentou em um canto, com fome. Se assustou quando ouviu um tilintar de moedas em sua latinha.

- Você não devia desistir - Ele ouviu a moça dizer.

Era uma moça que ele nunca esperaria encontrar por ali, perto do mercado. Usava uma sombrinha de dama, como de costume por todas as moças bem nascidas, e um vestido branco, com rendas. Ele não a conhecia de nenhum lugar.

GRACE "BUTTERFLY"

O cabaré Rouge and Wine era um dos maiores de East End. Era respeitado mais do que os outros estabelecimentos, isso era certeza, com seu bom vinho, comida e garotas belas e limpas. Sua dona, uma francesa que se denominava Madame Rouge, era uma administradora benevolente, que de vez em quando deixava as pobres prostitutas comerem um prato de comida ali.

Grace realizava as tarefas da manhã no estabelecimento - o que era basicamente limpar a sujeira deixada na noite anterior - quando sua colega, Mary, que limpava a calçada da frente, entra com um jornal nas mãos.

- Meu deus... É a amiga de Poll!

Todas as outras mulheres, até mesmo duas outras prostitutas que estavam na rua, entraram para ver o jornal.

- Não era Emma o nome dela?

- Ela mentiu, é claro! - Mary disse, impaciente.

- Pobre mulher - A outra fez o sinal da cruz.

Grace conheceu a falecida apenas de vista, de uma vez que ela ficara para comer um pedaço de pão. Ela era muito quieta, e bebia muito, e era só o que sabia. Já Poll era uma matraca; achava que logo iria conseguir um homem rico que a tirasse dali. Era o sonho de todas, dificilmente atendido.

THOMAS LIOUNCOURT

Thomas acordou cedo em seu pequeno quarto de pensão. O local tinha uma péssima localização; bem ao lado do mercado, era impossível dormir até além das oito horas da manhã com tanto barulho.

Quando terminou de se vestir, percebeu um envelope que havia sido passado por baixo da porta. A palavras no envelope eram em francês, e hesitante, ele abriu a carta e leu.

Thomas, meu amor;

Porque me abandonaste nessa terra maldita? As sedas, as plumas, nada se compara ao prazer que me proporcionaste aquela noite. Eu era casada, mas confessei meu pecado ao padre. Paguei minha penitência. Oh, mas o pecado! Não consigo esquecê-lo, meu amor.

Meu marido, Seigneur de Bassompierre, sofreu um leve acidente. Comida estragada, dizem. Mas fui eu que o fiz. Por você, meu amor.

Eu estou fugindo. Me espere.

Logo nos encontraremos.

Apenas sua... Brigitte.


Thomas lembrou-se automaticamente de Brigitte, a mulher do Marquês Renard de Bassompierre, do tempo que estivera em Lorraine, ainda na França. Era uma mulher fácil de se conquistar; amaldiçoada com o mal da esterilidade, ela nutria rancor pelo seu marido e seus bastardos. A marquesa era uma louca, apaixonada, e fora a primeira vez que ele fugia de uma mulher e não de seu marido. E agora ela sabia onde ele estava.

MORGAN GRAY

Morgan tomava um farto café da manhã, lendo as notícias no jornal, quando sua irmã desceu as escadas da mansão alegremente. Sentou-se do outro lado da mesa, pegando uma torrada e geléia.

- Bom dia, querido irmão!

Catherine parecia alegre até demais para o gosto de Morgan. Mas ele sabia o motivo: Sua irmã estava vendo um homem, um funcionário da livraria próxima dali. Seu pai nunca aprovaria o relacionamento de Catherine com alguém de tão baixa classe, e Morgan também não estava disposto a fazê-lo.

EVAN KENDAL

Lord Kendal, o pai de Evan, possuía uma grande propriedade nos limites de Londres. Joseph Kendal amara a mãe de Evan antes de seu casamento arranjado, e Evan é seu filho preferido, apesar de bastardo. Ele não sabia do paradeiro da mulher e nem do menino, que foram forçados a se esconder da família Kendal quando o caso foi descoberto, e não sabia sequer que tinham sobrevivido quando ficou sabendo da existência de Evan. Deixou então o rapaz morar em sua propriedade, a alguma distância da casa principal. Essa decisão teve grande repercussão, tanto em meio à nobreza quanto dentro de sua família.

O problema era Lady Coralline, a esposa de Kendal, e seu filho, Harry, que se ressentiam da decisão. Evan é o primogênito e por nascimento o que teria mais direito à fortuna do pai. A azeda Coralline temia que seu filho fosse deixado de lado quando a herança fosse repartida, e que ela fosse mandada para a sarjeta.

Naquela manhã, como sempre, Evan nadava no lado próximo à sua casa. Estava tão absorto em seus pensamentos que mal percebeu alguém acenar da margem. Percebeu que era seu pai.

ARTHUR "STEAMPUNK"

Arthur estava absorto demais em seu trabalho para prestar atenção a notícias de mulheres mortas. Batia o martelo contra o metal, com muita destreza, e montava em sua mente o próximo mecanismo que faria com aquilo. Ele só levantou os olhos de seu trabalho ao perceber o sininho da loja, indicando que alguém havia entrado.

Quando Arthur foi olhar, percebeu que era William Turner, um dos empregados de seu pai, completamente transtornado. Ele chorava, com o chapéu na mão, falando coisas desconexas.

- Era ela... Eles me mostraram o corpo, era ela!

WILLIAM HARVEY

Já faziam três dias desde o último roubo de Will. Um pequeno baú, que roubara de uma espelunca em que algum azarado resolvera passar a noite. Foi fácil: ninguém estava no quarto, apenas entrou e saiu com a caixa.

O problema é que, por mais que tentasse, não conseguia abrir de jeito nenhum. Não era trancado por uma chave ou cadeado, apenas alguns quadradinhos no que devia ser a fechadura. Nunca vira nada como aquilo antes e não sabia como abrir, então sequer sabia o que tinha dentro.

Pensava nisso enquanto arrumava os livros nas estantes. The Poisoned Pen, uma pequena livraria nos arredores de Greenwich, perto das margens do rio, possuía vários exemplares antigos ou que as pessoas normais não gostariam de ler, como "As borboletas raras do vale do rio Reno" e a história completa do Egito escrita em latim. Folheava um deles, distraidamente, quando seu chefe entrou na loja.

- Um absurdo, esses patifes - Ele dizia para si mesmo, chacoalhando o jornal na mão. - Matar uma mulher indefesa dessa maneira! Deviam ir todos para a forca!

UFA! E assim começamos o RPG. Tomei a liberdade de criar NPCs baseados nos históricos de vocês. Ajuda com fotos e informações sobre eles (principalmente os parentes!) é bem vinda.
Quanto aos locais: Apesar de se referirem a East End como a parte pobre inteira, é uma região que engloba vários distritos. Whitechapel e Aldgate são os mais pobrinhos, e ficam na metade acima do rio Tâmisa, junto com as docas. A parte mais bonitinha, como Greenwich, fica abaixo. O rio então divide essas duas realidades, de certa forma. Ainda colocarei um mapa para ilustrar isso, mas quem for nobre ou da burguesia mora mais pra Greenwich.
Quem ainda não conseguiu terminar a ficha, podem entrar depois sem problemas.
Divirtam-se :B

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2 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 19:56

- Putain merde!
- Essa vache...
*meus pensamentos me levaram a noite em que estive com a Marquise*
- Belle vache... *suspirei*

Terminei de me arrumar, peguei meu Violão, meu isqueiro e um cantil metalico que estavam espalhados pelo quarto.
Saí em busca de algum trabalho pra poder pagar pela comida que só deus saberia quando iria comer.


Cool

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3 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 20:09

- Não sei não, Philip - disse Bullet, pegando um dos exemplares que estava na mesa do supervisor. - Esses crimes já não são mais nenhuma novidade, além de puro desperdício de tempo. A polícia nunca acha um culpado, ou ao menos se esforça em procurar.

Tracer sabia que a matéria era importante, seus antigos instintos de detetive o diziam isso. O que lhe incomodava era o fato do editor-chefe ter escolhido a matéria de Tom, seu inimigo desde os tempos de detetive particular, e não a dele.

- Além do mais, é só uma prostituta. Vai ver foi morta por negar algum serviço.

Os olhos dele rascunharam uma foto em preto e branco da vítima que estava estampada na matéria. De certo não parecia mais tão jovem, muito menos tão bela quanto já fora. A memória fotográfica de Tracer, uma habilidade às vezes útil, guardou os traços para futuras referências.



Última edição por nerdiscreto em Sab Mar 05 2011, 00:40, editado 1 vez(es)

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4 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 20:23

Ariel estava preparada para dar mais um tiro quando sr. Harris chegou.A garota olha o pai com um sorriso ao ver que o mesmo estava são e salvo dentro de casa. Sentindo-se mais calma, prepara a pontaria novamente e dá um ultimo tiro,seria o último,mas um ultimo com toda a vontade de mostrar ao pai q sua princessa saberia se defender sozinha.
Ariella atira. Sem olhar para o resultado, trava a arma e vai até a varanda
-Papai,bom dia! -falava em um tom suave, contente em vê-lo em casa. - O sr. parece exausto. Posso fazer algo para o sr. sentir-se melhor,um café talvez?




OFF:
metalgeisha, não seria melhor fazer um tópico separado pada cada jogador? Acho q a organização ficaria melhor. Até para cada jogador se achar seria mais fácil.

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5 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 20:56

@dezatifa: É que ia acabar ficando muitos posts um em cima do outro XD mas eu vou usar uma cor mais marcante pros nomes e linhas pra ficar mais dividido.

THOMAS LIOUNCOURT

A maior parte dos trabalhos que Thomas conseguia era à noite, mas naquele dia ele estava com sorte: Um de seus conhecidos lhe informou que havia um casamento acontecendo não muito longe dali e um dos músicos estava doente. Mas ele não podia aparecer com as roupas que estava, não no casamento de uma família rica.




TRACER BULLET

- Claro que ninguém se importa se uma prostituta morreu - Philips sentou-se em sua cadeira, unindo as mãos sob o queixo em um gesto pensativo. - Não seja ingênuo. As pessoas querem saber os detalhes! Elas querem a morte, o sangue, a fofoca. O sangue, meu caro, e a infelicidade dos outros, é isso o que as pessoas querem.

Ele então começou a retirar vários papéis de sua gaveta.




ARIELLA HARRIS
O pai de Ariel suspira.

- Sim, um café seria bom. - George passa as mãos pelo rosto. - Que noite horrível!

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6 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 21:14

Grace parou sua tarefa por apenas uns estantes por causa do alvoroço que suas companheiras faziam. Julgava não ser necessário ir até elas olhar a matéria do jornal, pois liam em voz alta e faziam comentários detalhados.
Grace era na dela, solitária por opção, curiosa, mas não fofoqueira. Sem se pronunciar, continuou fazendo a limpeza e apenas ouvindo.

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7 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 21:16

- E o que você quer q eu faça *respondo levemente indiginado*
- Compre roupas novas? Praticamente não tenho nem dinheiro pra comer direito. Espero que você tenha alguma roupa pra emprestar ou algum lugar que possa consegui-las.
- Mas por enquanto diga-me haverá mulheres bonitas e ricas para Moi? Mal lembro quando estive por baixo de uma Belle Femme.

Cool

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8 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 21:31

Ariel olha com uma cara intrigada, imaginando o que poderia ter acontecido.

- Acalme-se, papai. O sr. tem trabalhado bastante, precisa descansar um pouco.- Ariel coloca a mão em um dos ombros do pai.

- Se o sr me permite, já estarei de volta - faz uma reverencia leve e se retira, seguindo até a cozinha para preparar o café.

Ariel estava pensativa. Sabia q seu pai só ficava com o humor alterado quando algo sério acontecia. Nas demais vezes, era centrado e racional em seus casos. Ariella prepara o café a maneira que seu pai gostava, arruma a bandeja com todo o cuidado, com direito a um pequeno vaso com uma flor do jardim.Garantiria que pelo menos uma boa xícara de café seu pai iria ter depois de uma noite tão conturbada.
Ariella volta até a varanda, pousa a bandeja na mesinha de centro e serve o café para o pai, sentando-se na cadeira ao lado em seguida.

-Então papai, se me permite perguntar, o que houve ontem a noite?

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9 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 21:35

Tracer desvia o olhar da foto e presta atenção nos papéis que o supervisor agora colocava sobre a mesa. Sem saber do que se trata, espera que ele o explique.

- É, como se não houvesse infelicidade o bastante em East End - suspira, colocando o jornal de volta ao seu lugar. - Não foi com esse intuito que vim escrever para esse jornal, simples fofocas e trivialidades. Talvez, se a polícia fizesse seu trabalho, coisas como essa não acontecessem e as pessoas parassem de dar valor ao sangue.

A amargura na voz de Bullet era perceptível. Sempre reclamava do serviço dos guardas, ou quando tinha que cobrir uma matéria que não lhe desafiasse. Nunca deixara morrer seu lado de detetive e sua vontade de melhorar as vidas dos moradores de East End. Mal percebera ainda que um detalhe na morte da prostituta causava-lhe um leve desconforto.

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10 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 21:52

GRACE "BUTTERFLY" CAMPBELL

As mulheres continuavam a conversa sobre a falecida.

- Ela não era muito inteligente, acho.

- Inteligência não te deixa viva contra um homem com faca!

- Quem escolheu um assassino como cliente foi ela!

- E você sabe diferenciar um assassino de um cliente normal, espertalhona? - Mary era a que discutia, acaloradamente.

- Já basta!

Todas se calaram quando Madame Rouge surgiu acima da escadaria de metal. Era uma mulher corpulenta, de cabelos escuros e batom vermelho forte.

- As honradas mademoiselles terminaram suas tarefas do dia? Ou continuarão fofocando até o sol se pôr, quando nossos clientes chegarem para se deleitar em um chiqueiro?




THOMAS LIONCOURT

- Certo, eu lhe empresto. - O homem disse. - Mas que ela não volte muito suja. E que não volte com uma mancha de sangue, seu francês maluco. Não se meta com a nobreza.

Thomas agora tem uma roupa cara para usar. Um pouco gasta, mas é o suficiente. O homem que lhe emprestou a roupa lhe dá as direções da festa, em Greenwich.




ARIELLA HARRIS

- Muito obrigado, querida.

George toma um gole do café, demorando um pouco antes de responder.

- Mais uma moça morta. Já vi vários assassinatos, mas não um como esse. A coitada foi aberta como um porco. O pescoço quase foi separado do resto do corpo. Um homem desses deve ter uma força sobrehumana, e está solto por estas ruas! - Ele toma outro gole. - Claro, a polícia não está muito preocupada. Foi só uma prostituta, afinal, e eles só farão algo quando uma menina honrada e de família for morta.




TRACER BULLET

- É a natureza humana - Philips disse, sem dar muita atenção. Finalmente encontrou o papel que procurava.

Um endereço, em Greenwich, escrito no papel.

- Vá neste endereço. Um dos legistas que participou do processamento do corpo mora aí. Pegue descrições detalhadas, tente desenhos, ou mesmo fotos se ele tiver. Preciso de toda a informação possível.

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11 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 22:14

Após o silêncio voltar ao recinto e Madame Rouge retirar-se do local, Grace começa a falar, sem um interlocutor específico, apenas concluindo seus pensamentos sobre o ocorrido em voz alta.

- O que me preocupa é que este não seja um fato isolado e que o assassino esteja atrás de mulheres como nós. Não se descuidem, meninas, ao andarem sozinhas pelas ruas e ao escolherem seus clientes.

Grace se sentia responsável por suas amigas, pois sabia que era a mais focada, sem ilusões de sair daquela vida, nem confiar demais nos homens.



Última edição por lemacedo em Sex Mar 04 2011, 22:16, editado 1 vez(es)

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12 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 22:15

- Moças mortas não são realmente uma novidade. Mas santo Deus,quanta brutalidade! -falava em um tom de indignação.
-Que Deus tenha pena de sua alma pois certamente alguém não teve de seu corpo. - Ariel faz um sinal da cruz,como se fosse suas condolências silênciosas a moça morta.
-Não importa se ela foi uma prostituta, a policia deveria tomar providências!-seu tom era firme, mas sem agressividade na voz. - Mas,papai, não teve alguma arma,pista, algo q acusasse um possível suspeito?

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13 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 22:29

Will se espanta com seu chefe. A notícia tinha o deixado transtornado. Um pensamento passa pela cabeça de Will... Catherine.
Rapidamente Will pega o jornal da mão do seu chefe e olha a matéria com velocidade. Parecia que o mundo tinha saido de suas costas, mas mesmo assim Will se preocupa com o acontecido.

- Senhor Brown, você permitiria que eu saisse um pouco mais cedo hoje? Essa noticia me preocupou e gostaria de ir visitar Catherine.

Além de visitar Catherine, Will ia tentar descobrir o que aconteceu de verdade... Sem dúvida já haveria comentários entre os criminosos...


P.S: Inventei um nome pro meu chefe, Richard Brown. Qualquer coisa só trocar.

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14 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 22:48

Fora o assassinato, a outra grande notícia da cidade era o casamento da filha de um grande magnata do ramo da pesca, Cecilia Dashwood. Seria um grande evento, e grande parte das boas famílias da área foi convidada. É nesse casamento em que alguns personagens estarão trabalhando e outros serão convidados.

LEON "SILVER" STRIFE

Leon estava em uma época de vacas magras. Ele não conseguia mais tantos empregos relacionados à carreira circense, e estava vivendo de bicos, morando provisoriamente em uma pensão perto do mercado. Naquele dia, ele tinha um trabalho em um casamento do outro lado da cidade, como garçom. Não era algo de que ele gostasse, mas precisava comer. E o dinheiro seria bom.




GRACE "BUTTERFLY" CAMPBELL

- Ouçam Grace, que tem mais juízo na cabeça que vocês - Mary disse, em tom de quem termina a discussão.

As outras mulheres começaram a voltar para onde estavam, porém uma delas olhou feio para Grace antes de sair. Para algumas, ela era um modelo de alguém que pôde deixar a prostituição para trás e ter uma profissão mais ou menos normal. Em outras, ela despertava a inveja com sua beleza e habilidade.

Mary suspirou quando a última fechou a porta, guardando a vassoura.

- Gostaria de vir comigo ao mercado, querida?




ARIELLA HARRIS

- Eles possuem uma testemunha, e algumas pistas. O mais estranho - Ele disse, pensativo - Foi a arma. Longa como uma faca, mas fina. Como uma baioneta, de acordo com o que deduzi. Quem anda com uma baioneta na rua?

George terminou o café, satisfeito com a pequena refeição.

- Tome cuidado quando for sair, querida. Hoje terá aquele casamento, não? - Ele olhou o relógio de bolso. - Mais tarde, acredito. Eu não irei, devo descansar.




WILLIAM HARVEY

Richard, o chefe temperamental e redondo de William, coça a cabeça.

- É... Não acredito que as pessoas queiram tanto assim ler livros hoje. Com essa história do jornal, e o casamento da filha do figurão... Toda a alta sociedade foi convidada!

Trabalhando em um mapa pra mostrar onde fica a casa/local de trabalho de cada um :B

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15 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 22:53

Cross encarou o jovem por alguns instantes. Pensou se simplesmente não deveria fechar-lhe a porta na cara e voltar a dormir. Hesitou. Mas a visão da velha farda vermelha acabou arrefecendo seu ânimo e ele finalmente convidou o outro soldado a entrar.
As acomodações do ex-militar com certeza eram baratas, comparavéis a um velho quarto de pensão. Mas as paredes estavam ornamentadas com lanças, escudos e dezenas de outras lembranças do continente negro.
O capitão permaneceu alguns segundos em silêncio. Ensaiou uma continência debochada, e sem completá-la desabou numa velha cadeira de balanço.
- Deus salve a maldita rainha, tenente! Se veio em busca de ajuda, qualquer seja o motivo, creio que veio ao lugar errado. Uma batalha entanto ontem a noite no Angel and Crown, hein?! Os canhões ainda estão explodindo dentro da minha cabeça.
Cross interrompeu seu discurso para retirar uma pequena garrafa metalica debaixo de sua farda. Abriu sua tampa, e tomou um gole longo e sofrido. O líquido desceu queimando por sua garganta.
- Ahhhhhhhhh... um brinde a nós homens civilizados! Bem... agora, vai me contar por que diabos veio aqui, ou vai ficar com essa cara de paspalho achando que eu vá deduzir tudo como num passe de mágica? Isso aqui não é a Scotland Yard filho...



Última edição por Di Benedetto em Sex Mar 04 2011, 22:55, editado 1 vez(es)

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16 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 22:54

- Finalmente algum trabalho. Ja nao aguentava comer aquele mingau aguado - Pensava, quase em voz alta.
- Hm, talvez eu possa ateh beliscar algo enquanto trabalho, afinal, nem sempre tem gente vigiando....

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17 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 23:02

Eu pego a roupa, vou ao meu quarto e troco.
Mais tarde me dirijo ao local onde vai ser o casamento propriamente dito, seguindo as instruções dadas.

ps> tiro a carta francesa do bolso e coloco na bolsa do violão.

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18 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 23:17

-Uma baioneta?... Não duvido do seu julgamento mas uma baioneta?-pensativa -Um militar talvez? Ou quem sabe um colecionador...?

Ariel parecia perdida demais nos pensamentos quando seu pai tocou no assunto do casamento. Até tinha esquecido da festa quando soube do assassinato na moça.
-Sim, papai,será hoje o casamento da senhorita Dashwood. Irei mandar lembranças suas aos noivos.Não se preocupe, está bem ?- seu tom era suave,transmitindo calma a ele. -Se o sr. preferir, eu mesma prepararei um banho relaxante para o sr e seus aposentos para q tenha um bom e merecido descanso. Afinal,não é fácil ser o melhor médico q Londres já viu - sorri de maneira meiga, tentando anima-lo.

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19 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 23:18

- Posso acompanha-la sim, Mary. Acho que já terminamos por aqui mesmo.

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20 Re: Ato 1: Extra! em Sex Mar 04 2011, 23:40

"-Bom dia?", pensou Morgan.
-Confesso que já tive manhãs melhores, querida irmã.- disse Morgan, colocando o jornal de lado e voltando as atenções à irmã.
Logo que se levantou, Morgan ficou sabendo por meio dos empregados que sua irmã tinha saído durante a noite passada, provavelmente para se encontrar com um certo homem que era conhecido por trabalhar numa livraria nos arredores da mansão.

-Os empregados disseram que chegou após a hora estipulada, espero que não tenha ido ver aquele sujeito novamente- disse Morgan, levando a mão ao bolso para pegar um cigarro.
-Não preciso lembrá-la o que nosso pai dizia sobre ele, preciso?- Disse com uma voz pesada. Mas a verdade é que pouco lhe importava a opinião de seu falecido pai à respeito dos outros, o que realmente o tirava do sério é ver que sua possibilidade de ter algum lucro com essa história era muito pequena.

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21 Re: Ato 1: Extra! em Sab Mar 05 2011, 00:10

Arthur para seu trabalho por um instante, guarda o martelo no cinto e limpa as mãos no avental
- Calma Will...
Arthur coloca a mão no ombro de William
- ... ela quem? De que corpo estás falando?

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22 Re: Ato 1: Extra! em Sab Mar 05 2011, 00:39

Tracer pegou o papeu que ele estendia e deu uma olhada no endereço.

- Greenwich? Eu vou ter que atravessar East End! Aposto que Tom pegou algo mais significativo.

Irritado, se levantou e ajeitou o sobretudo. Sabia que não conseguiria nada melhor do que aquilo e precisava continuar com o emprego; já estava muito atrás do rival. Verificou se levava consigo o habitual caderninho de anotações e suas canetas, guardando o endereço junto com eles.

- Quando eu voltar, espero que tenha algo melhor para mim.

Saiu da sala do supervisor, descendo até a portaria do London Observer para pegar uma carruagem. Disse ao motorista o endereço e pagou-lhe o preço da viagem.

Minutos depois, Bullet bate a porta do número que Phillips o dera, a casa do legista.

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23 Re: Ato 1: Extra! em Sab Mar 05 2011, 00:42

Travarei um pouquinho quem já chegou à parte do casamento (por enquanto Lestat e Saito) até ele começar. Mas logo volto a vocês!

RICHARD CROSS

- Senhor - O tenente Derrick sentou-se perto do capitão, tímido.

Apesar do capitão não estar usando farda, o tenente ainda o tratava com respeito à sua hierarquia. Sabia de seus feitos anteriores, e admirava Richard apesar de este não ser mais o soldado que um dia fora.

- É o segundo-tenente Reese. Nós... Bem, quando o senhor saiu, nós resolvemos terminar a noite com umas mulheres. E... A mulher com quem Reese estava agora está morta. A notícia está em todos os jornais, e agora eu não o encontro em lugar nenhum.




ARIELLA HARRIS e TRACER BULLET

(Tracer gastou 1 penny com o transporte :B)

O pai de Ariel sorriu, se sentindo animado pela filha. No momento seguinte, uma criada veio avisá-las de uma visita.

- É um homem, senhor. Diz se chamar Sr. Bullet, do London Observer.

- Um repórter? Oh, não... Os abutres da imprensa já rondam minha casa! - George exclama, exasperado. - Deixe o maldito entrar, Abigail. Essa gente precisa ouvir algumas verdades.

George, Ariel e a criada entraram na sala onde Tracer esperava. O médico não parecia nada feliz com seu aparecimento ali.




GRACE "BUTTERFLY" CAMPBELL

Mary e Grace saíram para comprar mantimentos no mercado, principalmente bebidas. Só se falava de duas coisas na cidade: do assassinato e do casamento.

- Casamento... - Mary suspirou, parecendo infeliz. - Às vezes você não gostaria de ter uma vida normal, Grace?




MORGAN GREY

- Não finja que se importa com o que papai pensava - Catherine lhe respondeu, com um olhar de esguelha. - Você só importa com seu dinheiro.

A moça mudou de tom, parecendo agora chateada com a reação do irmão.

- Ah, irmão! Você sabe que eu não faria nada levianamente. Eu o amo. Você não consegue entender algo simples como isso?




ARTHUR "STEAMPUNK"

William se debulhava em lágrimas, sentando-se perto do balcão.

- Martha! A doce e embrigada Martha! - Ele se perdeu em soluços novamente. - Morta! Degolada como um porco!

Arthur já tinha ouvido o pai dizer que William jogara a esposa na rua, depois de ela ter voltado pela quinta vez completamente embriagada e vomitada da rua.

O pai de Arthur aparece na porta da oficina, confuso.

- Que gritaria é essa, Arthur? William? O que aconteceu, homem?

- É tudo culpa minha! A pobre, pobre Martha...!


nerdiscreto e dezatifa, agora vocês estão na mesma cena. podem conversar sem esperar intervenção minha por enquanto, a não ser que perguntem algo pro george :)

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24 Re: Ato 1: Extra! em Sab Mar 05 2011, 00:55

- Vem cá, te senta.
*Arthur guia William até o assento mais próximo*
- Pai, Will diz que degolaram a mulher dele. Converse um pouco com ele, eu vou preparar um chá para acalmá-lo.
*Arthur sai para fora da oficina e vai até a cozinha preparar um chá para Will.*

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25 Re: Ato 1: Extra! em Sab Mar 05 2011, 01:03

- Vida normal? O que a faz pensar que não temos uma vida normal, querida Mary? Trabalhamos e ganhamos dinheiro com isso. Para mim é muito normal. Se falas de casar e ter filhos, confesso que já pensei sobre isso, mas conhecendo os homens como conheço e a vida vazia das suas mulheres, constantemente enganadas sobre seus maridos chegarem tarde do trabalho... Gosto da minha vida, Mary.

Apesar das palavras terem saído fluentemente e ter colocado o tom da certeza em sua voz, Grace ficou pensativa, como se a amiga tivesse tocado em uma ferida profunda. Um tempo depois ela questiona Mary:

- Por que me perguntas isso? Gostarias de se casar?

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