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Ato 2: Mudanças

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1 Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 00:15

31 de Agosto de 1888.

Apesar do terrível incidente da morte brutal de Cecilia Dashwood continuar na boca do povo, a polícia metropolitana de Londres já havia dado sua versão ao caso: Um lapso de loucura psicótica fizera o noivo atirar contra a noiva adúltera e a si mesmo. Caso encerrado.

Mas rolava também o boato, incitado pela imprensa, de que a onda de caos que varria o país tinha uma origem em comum. Uma histeria coletiva? Alguns culpavam os refugiados judeus, numerosos nos distritos mais pobres de Londres. Outros chegavam a falar de sinais do apocalipse.

De qualquer forma, os dias posteriores ao casamento se passaram sem acontecimentos dignos de nota na cidade de Londres.

RICHARD

Já Richard não tinha tanta certeza da opinião da polícia. Ele estava acompanhando o caso de perto desde então. Naquele dia, os detetives ouviram alguns convidados, fizeram perguntas triviais, anotaram o que aconteceu e se foram.

A família da vítima não estava em condições de dar depoimento, visto o estado mental dos pais de Cecilia, e algumas pessoas ao redor da família foram interrogadas mais a fundo. Mas isso tudo era apenas uma formalidade, pois a conclusão do caso já havia sido dada desde o início.

Richard sabia que algo macabro estava por trás daquilo. O enxofre, a súbita mudança de personalidade; tudo apontava para o que ele sabia sobre demônios. Enquanto isso, Reese continuava desaparecido.

Richard estava em sua casa, lendo alguns livros sobre demonologia que havia conseguido. Nenhum deles era profundo o suficiente, e muito se misturava com baboseira religiosa, o que tornava quase impossível discernir o que era real. Ele precisava de alguma ajuda especializada, só não sabia ainda onde encontrá-la.




JANE

Jane bateu de leve na porta do quarto de seu irmão no hospital. Já era dia de Ethan receber alta, e ela vinha junto com seu pai para visitá-lo.

- Bom dia, irmãzinha - Ethan disse, sentado em seu leito, largando o livro que estava lendo. Ele estava com um dos braços em uma tipóia. - Olá, meu pai.

- É de se espantar que seu braço não tenha caído podre, Ethan - Lord Potter disse em tom de desaprovação ao ver várias formas de bolinhos jogadas na mesa de cabeceira - Com toda essa porcaria!

- As enfermeiras gostam de mim - Ethan respondeu, bem humorado, dando de ombros com um lado só do corpo.




ARIELLA

O Sr. Harris havia ajudado o legista do caso Dashwood a lidar com ambos os cadáveres, e havia compartilhado suas idéias com a filha. Ele não concordara com a conclusão do caso, mas também não sabia bem o porquê. Tudo aquilo era muito esquisito; começando pela quantidade absurda de enxofre no sangue do noivo louco. Era impossível haver tanto enxofre em um ser humano, quanto mais no sangue, até porque qualquer excesso da dieta seria eliminado pelo corpo.

- É como se tivesse sido injetado artificialmente - O Dr. Harris disse a sua filha uma vez, pensando no caso. - Mas talvez eu esteja vendo coisas demais onde elas não existem.

Ariella sabia que o pai estava pensando em se aposentar depois dos casos recentes. Apesar dele gostar de seu trabalho, ela sabia que os casos recentes e sua grande quantidade de trabalho estavam minando sua saúde física e mental.




TRACER

Tracer conseguira subir na hierarquia do London Observer após o insight (literalmente) do terrível caso Dashwood. Porém, seu sucesso não agradou a todos.

Ele escrevia algo aleatório em sua sala quando alguém bateu na porta. Era Tom Bulling, seu rival sensacionalista nas manchetes da capa.

- Bom dia, Bullet - Tom cumprimentou, com um sorriso cínico.




ELLIE

Sendo relativamente próxima à família, Ellie começou a frequentar um pouco mais a mansão dos Dashwood.

- Bom dia, senhora Ellie - Miranda, a irmã da falecida Cecilia, cumprimentou Ellie quando esta chegou no hall.

Duas semanas após o terrível incidente, apenas a mãe de Miranda estava em casa aquele dia, como sempre, trancada no quarto. O Sr. Dashwood parecia ter saído a trabalho, e as outras crianças não estavam à vista. Ellie podia ver que Miranda tentava parecer bem, mas não estava. A garota estava quase levando toda a tragédia sozinha nas costas.




EVAN

Naquele dia, Evan havia sido chamado para almoçar na mansão principal. O que era surpreendente é que o convite havia sido de sua própria madrasta, Lady Coralline.

O rapaz desconfiou, mas ao se sentar à mesa, foi tratado de forma tolerante e absolutamente normal por Coralline, que até mesmo lhe serviu as bebidas. Um grande progresso desde a primeira tentativa de almoço, em que parecia que a mulher enfiaria a faca de pão em seu peito. Porém, enquanto comia, Evan conseguia sentir que o rancor dessa vez vinha do assento de seu meio-irmão, Harry. O garoto mal levantava os olhos do prato.




MORGAN e WILLIAM

William havia visitado a casa dos Gray aquele dia a convite de Catherine. Um almoço em família, ela lhe disse; mas ele não conseguia imaginar como Morgan toleraria sua presença na mesa.

Para sua surpresa, encontrou um Morgan tolerante, até mesmo um pouco apático demais para objetar à sua presença.

Morgan se sentia estranho desde o incidente na mansão dos Dashwood. Uma apatia o dominava desde então; achava que era pelo choque, mas agora parecia estar doente. Não sentia muita vontade de comer ou de interagir com outras pessoas, se isolando a maior parte do tempo. Não sentiu vontade nem de discutir com sua irmã sobre o almoço com William, deixando a irmã fazer o que quisesse. O que não diminuía a preocupação dela com seu estado, pelo contrário.

- William! Bem vindo! - A moça disse, ao abrir a porta para William. - Entre!




THOMAS

Thomas vinha ganhando um bom dinheiro desde que fora contratado por Madame Rouge para tocar durante as performances da noite. Ele conseguia até mesmo pagar o quarto de uma hospedaria decente agora, e era neste quarto que ele dormia profundamente... Até ser acordado por uma batida repetida na porta.

À contragosto, ele levantou-se ainda seminu para atender o visitante inconveniente. Ao abrir a porta, começou a considerar a possibilidade de escapar pela janela. Era ela.

- Mon amour! - Ela se pendurou em seu pescoço. - Sou eu! Sua Brigitte... Isabella!

A ex-marquesa de Bassompierre - agora usando seu nome na época em que ainda não era marquesa - havia encontrado-o.




GRACE

Passaram-se duas semanas desde que Grace e Mary haviam entrado de penetras na pior festa de casamento que poderia ter acontecido em Londres. Desde então, Thomas trabalhava no Rouge and Wine como músico, e Grace notava que sua amiga andava distante, até mesmo parecendo evitá-la.

Naquela manhã, quando Grace acordou para as tarefas matinais, Mary estava limpando copos no balcão de bar do salão.

- Bom dia - Ela cumprimentou, apática, sem olhar para Grace.




ELEONOR

Após o ocorrido, Eleonor voltara a sua mansão em Belvedere. Porém, o tédio começou a matá-la; a tragédia não havia sido exatamente uma aventura, mas era alguma coisa diferente naquela vida de viúva. Ela tinha a possibilidade se mudar para a propriedade da família que ficava no distrito nobre de Londres, se desejasse começar a planejar uma mudança.

Naquela manhã, uma de suas criadas lhe ajudava a se vestir para ir à cidade próxima, e ela pensava nessa questão.




JAVERT

Javert já estava a algum tempo no hospital do exército da salvação, curado da febre. A senhora que lhe ajudou, Mrs. Abigail, era uma voluntária que ajudava os doentes por algum motivo pessoal. Naquela manhã, ela tinha uma proposta a lhe fazer ao trazer o café da manhã.

- Sinto que tem um coração bom, Sr. Javert. Diga-me: Gostaria de continuar conosco ajudando a realizar nosso trabalho?




ARTHUR

O empregado da loja, William, não vinha trabalhar desde que perdera a esposa. O pai de Arthur fora bondoso ao conceder uma licença remunerada de uma semana para que o homem conseguisse arrumar sua vida e enterrar a esposa, mas ele estava sumido a muito tempo. Graças a isso, Arthur tinha trabalho dobrado na oficina.

- Temo que ele tenha feito uma besteira - O Sr. Smith lhe confessou aquela manhã. - O homem nunca foi muito bem da cabeça. Talvez você pudesse dar uma olhada na casa dele? Lhe darei uma folga, você está precisando...

Na verdade, Arthur sabia que o pai estava apenas preocupado com sua saúde após seu desmaio repentino semanas antes. Mas uma folga realmente seria bem vinda, e William realmente havia sumido.

Desculpem novamente pela demora de sua mestra travada, queridos XD Esse ato é duas semanas depois do casamento. Podem postar o que fizeram e pensaram esse tempo, se quiserem.

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2 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 00:32

(Luiza, vou reescrever minha parte, pq ontem não percebi o finzinho do texto onde vc dizia que tinham se passado duas semanas do casamento e talz. xD Sorry.)

Nos dias que se seguiram a terrivel tragédia no casamento e a febre inexplicavel de Javert, ele sentia-se inquieto. A certeza de que aqueles sonhos não eram meramente imaginação, mas algum tipo de aviso o deixavam assustado. Além disso, apesar do que a policia dizia sobre o incidente no matrimonio, corria a boca pequena pelas ruas da cidade que o caso era muito mais sério e obscuro.

Por tudo isso, Javert decidira procurar uma velha vidente que conhecia e, que diziam, era conhecedora de todo tipo de sortilégio.

Na manhã em questão, interrogado pela gentil senhora que cuidara dele, Javert respondeu:

- Ficaria grato em ajudar no que for possivel. Mas sou muito pobre e gasto muito tempo na rua, tentando conseguir o basico para me manter.
-Além disso - continuou ele após uma pausa - preciso esclarecer alguns assuntos que vem me assombrando. Então talvez precise me ausentar com certa frequencia. - Sorriu como uma criança travessa - tudo bem pra senhora?



Última edição por Claun em Seg Mar 21 2011, 13:03, editado 2 vez(es)

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3 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 00:37

Por mais rápidos que pudessem ter sido os acontecimentos daquele casamento, eles não saíram da cabeça de Evan por pelo menos uma semana. Durante as perguntas que teve que responder à policia, ele pareceu ter revivido tudo aquilo, parecendo ter gravado com mais força em sua mente. Nada tinha acontecido diretamente com ele, mas uma arma foi-lhe apontada, ele presenciara duas mortes, sentiu o desespero do ambiente.

Tendo passado uma semana, ele começou a retornar à sua rotina. Ainda pensava no ocorrido, principalmente porque mesmo depois desse tempo, apesar da mídia tentar dar respostas, Evan achava que tudo ainda continuava sem explicação; porém pensava menos. Ficava lembrando do sotaque de Von Dusseldorf e como não condizia com a história que era contada sobre ele.

O que o ajudou a esquecer um pouco o assunto foi o convite inesperado que recebera da própria Coralline para almoçar. Achou estranho, mas nem pensou duas vezes antes de aceitar. Seria bom ter uma relação boa com sua madrasta, e talvez esse fosse o primeiro passo que tivesse que dar. Às vezes parecia que até seu pai estava achando aquilo estranho; Evan não sabia se era coisa da sua cabeça, mas Joseph Kendal parecia mais calado àquela tarde.

Depois de servido o prato, ele e a família começaram a comer, e durante alguns instantes, quando ficavam todos em silêncio, ele tentava manter sua concentração toda em sua comida enquanto tentava esquecer da situação um tanto quanto constrangedora pela qual estava passando. Coralline parecia realmente ter proposto o almoço em motivo de paz, pois era realmente dessa forma que se comportara até o momento, mas Harry estava estranho. Aliás, continuava estranho, e mais do que o normal. Desde o incidente do casamento.

Droga. Ele não conseguia tirar isso da cabeça de jeito nenhum.

- O dia está bonito hoje. - disse ele, numa tentativa desesperada de quebrar aquele terrível silêncio, e ouviu sua voz ecoar pelo salão.

off: PUTZ! Acho que exagerei, comecei a escrever e quando vi não conseguia mais parar. 8D Sayu, não durma! Pelo menos não antes de terminar de ler! 8D

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4 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 01:12

Naquele dia mesmo do horrível incidente no casamento, Tracer Bullet tinha escrito a matéria que lhe renderia uma promoção e uma sala nova. Ela ainda não tinha saído da cabeça das pessoas, pelo que soubera, então estava muito orgulhoso do seu trabalho. Até a história sobre um surto de psicose percorrendo a cidade, que havia escutado de um dos oficiais (Richard) no dia e colocado na matéria, agora estava na boca do povo.

Alguns dias depois, fora visitar a senhorita Ariella e o pai para saber como ela havia chegado. Tinha pedido perdão ao doutor por não ter cuidado tão bem dela quanto deveria. Logo depois, tinha se encontrado com o sargento Remington para pegar o depoimento sobre as investigações da Scotland Yard, o qual relatara como caso encerrado.

Agora, duas semanas depois, estava em seu novo escritório escrevendo uma matéria sobre o Rouge and Wine e o novo músico, o tal Thomas. Fora lá na folga com Philips, seu editor, para comemorar a sua promoção. A beleza das dançarinas e a boa música o deixaram mais bem humorado.

Quando Tom Bulling entra na sala, ele pára de escrever, encarando-o por uns segundos. Subitamente ficara sério, avaliando o rival.

- O que foi, Tom? Por favor, seja rápido, tenho uma matéria para terminar.

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5 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 02:07

Ariel passava parte das horas do dia trabalhando no London Hospital ,aproveitando para tentar achar notícias sobre os Dashwood; e as horas que estava em casa, passava dando atenção ao seu pai.Sabia o quanto estava cansado então até tentava convencê-lo de trazer parte dos trabalhos/relatórios para casa, assim poderia diminuir a carga sobre ele. Ariella tentou fazer a visita de Tracer ser o mais agradável possível para todos os presentes, sem deixar que clima ficasse pesado demais para conversas.


Ariel tentou contato com o Sargento Remington para ficar mais informada sobre o caso, mas não quis colocar seu pai muito envolvido. As vezes acompanhava o pai ao trabalho,com a desculpa de que precisava cuidar dele, na tentativa de falar com o Sargento.
Ariel estava sentada na varanda ao lado de seu pai. A varanda era um dos locais da casa mais aconchegantes, a vista para o jardim confortava a maior parte dos problemas.

- Será que ao invés de "injetado",não poderia ter sido "ingerido"?- Ariel comenta, intrigada.- Não sabemos com quem o sr.Von Dusseldorf teve contato antes do casamento. Poderia ter sido uma tentativa de envenenamento.- Ariel dá uma pausa,como se tentasse ligar os fatos enquanto passava a mão direita nos cabelos. - Também há aquele termo..Como foi mesmo..? AH! Epidemia de psicose. - a garota olha para o pai- Há algo muito estranho nisso tudo papai. Sei que o sr. tem andado muito cansado com o excesso de trabalho, mas há algo errado.

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6 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 11:32

MWHAHAHAhahu. Boa Sayu, a culpa sempre é dos JUDEUS! XD
Se havia alguma coisa que o Capitão Cross havia aprendido em todo seu tempo lutando nas côlonias, é que se você quisesse ganhar uma guerra devia aprender a conhecer o seu inimigo. A mente do veterano não via aqueles estranhos casos como acidentes isolados, para ele aquilo podia muito bem indicar o prenuncio de uma invasão.
Dêmonio era uma palavra que originalmente servia tanto para descrever entidades benignas como malignas, e mesmo para as tribos de crenças animistas não era desconhecida a existência de espíritos bons ou maus. Tratava-se no entanto de descobrir que tipo de espírito era aquele, capaz de possuir o corpo de outrem. Os copêndios de demonologia judaico-cristã eram certamente interessantes, mas pouco acurados.
Começou a revistar sua modesta modesta biblioteca em busca de rituais de invocação.
Afinal qual maneira melhor de obter inteligência a cerca do inimigo do que falando com ele?

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7 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 13:42

O pai de Ellie era muito amigo do sr. Dashwood e a própria, quando criança, costumava frenquentar a casa e brincar com Cecilia. As duas não mantinham amizade já há algum tempo, visto as atitudes de Miss Dashwood e sua má fama na sociedade, mas a súbita tragédia que se abateu sobre a família fez com que Ellie voltasse a frequentar a casa. Ela tentava ajudar Miranda a cuidar dos irmãos mais novos, administrar a casa e vigiar a Sra. Dashwood, que ainda não conseguia lidar com a situação.
Naquele dia, quando chegou à casa, Miranda a recebeu com cortesia como sempre, embora não conseguisse disfarçar a tristeza.
- Bom dia, Miranda. - Ellie pousou a mão no braço da moça - Você parece tão abatida ainda... Como tudo está?

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8 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 16:25

Morgan ficara pensativo desde o incidente no casamento de Cecília. Nas duas semanas que se seguiram, ele tentava achar uma resposta lógica para o que tinha acontecido, mas não conseguia. Ficou mais recluso e conversava o mínimo possível, o que fez sua irmã começar a desconfiar se estava tudo bem com sua saúde.
"Algo estranho aconteceu. Não acredito que ele tenha tido um surto o algo do gênero para cometer aquele crime." Pensava Morgan.
E é justamente esse algo "estranho" que mais lhe perturbava. Ele não era um religioso devoto, longe disso, mas começava a achar que para encontrar a resposta disso teria que começar a aceitar novas possibilidades.

Quando Catherine lhe disse sobre o tal "almoço em família" com a presença de William, Morgan rapidamente pensou em dar uma desculpa qualquer para não comparecer, mas quando viu que Catherine estava realmente empolgada e feliz com o almoço, resolveu atender a vontade da irmã e não criou problemas.
Na hora em que William chegou, Morgan comprimentou-o:
-Olá, seja bem-vindo. Sinta-se à vontade.

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9 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 21 2011, 21:05

Desde os assassinatos ocorridos há duas semanas atrás, Grace vinha se sentido estranha. Fazia muito bem o seu trabalho, encantava a plateia como ninguém. Mas acordava de madrugada de repente, várias vezes, como se despertasse de um pesadelo, mas nunca recordava o que sonhava. Andava angustiada, como se captasse vibrações negativas a todo o tempo. Não pensava muito sobre os motivos de um noivo enlouquecer daquele jeito, mas desde então, estava mais pensativa que antes. Porém, quando não estava só, evitava deixar transparecer sua tristeza.

- Bom dia, Mary. Gostarias de minha ajuda? - tentava buscar os olhos da amiga, que parecia estranha já há algum tempo.

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10 Re: Ato 2: Mudanças em Qua Mar 23 2011, 10:02

- Olá Catherine! Vejo que está bem, fico feliz!

William se vira para Morgan e responde ao cumprimento tentando ser simpático.

- Obrigado Morgan. Soube que não anda muito bem, tudo bem com você?

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11 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 00:46

JAVERT

- Certamente - A senhora respondeu com um sorriso. - Mas, se me permite... O que tanto incomoda o senhor?




EVAN

- Para você, talvez - Harry respondeu com grosseria.

- Harry! - Coralline censurou o filho, parecendo escandalizada. - O que você tem ultimamente? É aquela garota, não é? Eu já lhe disse que parasse de vê-la!

- É, você prefere agora que Evan case com ela, não é?!

Joseph parecia sem palavras, observando em choque sua mulher e seu filho gritarem um com o outro.




TRACER

Tom parecia querer alguma coisa, mas continuou dando voltas no assunto.

- Eu estava pensando na sua matéria. "Epidemia de psicose", não é? Eu não sabia nem que essa expressão existia...




ARIELLA

O Dr. Harris suspirou.

- O Sargento Remington é um bom homem, mas muito ignorante para seu próprio bem. Apenas determinou que como o homem se matou, não havia mais perigo. Mas essa... - Ele pareceu procurar uma boa palavra - coisa. Sei que o jornal fala muitas coisas, mas uma epidemia... É de se espantar, mas parece quase plausível nessa situação.




RICHARD

Richard procurou na biblioteca de sua casa por um livro de invocação de demônios. Demorou algum tempo até encontrar um livro que estava caído por trás da estante.

"Spiritu Compendium", por Trevion Jewett. O livro continha o que parecia uma informação genuína; porém, não possuía rituais detalhados. Virando a contra-capa, Richard viu um papel escondido. Nele havia uma referência a um local próximo.




ELLIE

- Está tudo bem - Miranda respondeu, esboçando um sorriso. - A Sra. Bell ainda está nos ajudando. Ela faz a comida e cuida da casa, como sempre fez...

Depois da tragédia, a maioria dos empregados da mansão pediu demissão ou simplesmente não apareceu mais, achando que a propriedade era maligna ou assombrada. A governanta, Sra. Bell, era uma das poucas empregadas que continuava cuidando da casa.




GRACE

- Não se importe comigo - Mary falou, colocando os copos em ordem. - Isso não é trabalho para uma mulher talentosa como você...




MORGAN E WILLIAM

Catherine parecia feliz por finalmente ter os dois no mesmo cômodo sem um querer esganar o outro, e ficou observando os dois conversarem.

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12 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 01:02

- Uns sonhos esquisitos que ando tendo - respondeu Javert - talvez a sra me considere um tolo. Mas não consigo tirar da cabeça a imagem de uma mulher dizendo que rpecisaria da minha coragem e fogo, e sangue. E coisas estranhas tem acontecido pela cidade. Mas... mas não se preocupe comigo, não quero que ache que sou maluco.

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13 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 09:14

- Se é isso que pensa, Harry, pode ficar tranquilo, não quero me casar com Miranda.
Ele não sabia se ia adiantar dizer isso, provavelmente não. Mas entendia o motivo daquela atitude de Coralline: a imagem da família de Miranda estava indo de mal a pior, depois do ocorrido, e na verdade toda família que se prezasse estava se afastado deles.
Evan não concordava com esse tipo de atitude, lógico. Mas como ninguém havia tocado nesse assunto específico, achou melhor, mais uma vez, ficar calado. Até porque achava que não conseguiria dizer nada que não fosse pra escolher ficar do lado de alguém e contra o outro, e isso não era bom.

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14 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 10:32

Grace ficou uns segundos sem responder, não entendendo a atitude de Mary, já que esta era a única que não se importava com o fato de Grace ser a atração principal da noite. Pelo menos até agora.

- Tudo bem então... Mas... Estás chateada comigo? Algo que fiz que não lhe agradou?

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15 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 13:27

- É bom perceber que ainda existem boas almas nesse mundo... - Ellie suspirou
Eu sei que você deve estar muito sobrecarregada, Miranda, então não hesite em pedir ajuda. Nós sempre estaremos aqui, não importa o que seja. - baixando o tom da voz, ela perguntou - E sua mãe? De que forma ela está reagindo?

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16 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 16:58

-Estou bem, claro que ainda um pouco abalado pela morte de Cecilia, mas minha irmã se preocupa demais. A partir de agora vou tentar de tudo para descobrir o que realmente houve naquele dia, por algum motivo não acredito na versão dada pela polícia.- respondeu Morgan.
-Você estava lá no casamento, então diga-me, o que você acha que aconteceu?- perguntou para William.



em off: @metalgeisha, meu personagem tem contato com alguém que tem conhecimento nessa área de "coisas sobrenaturais"?

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17 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 17:18

- Sério que você veio só me dizer isso? Olha, não tenho tempo para ficar explicando besteiras, então é melhor me dizer logo o que quer e ir andando.

Tracer estava tão de saco cheio que nem sequer pediu para ele se sentar.

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18 Re: Ato 2: Mudanças em Qui Mar 24 2011, 22:34

- Pelo visto papai, acho que Ethan não vai querer receber a alta nem tão cedo! *risos*. Esperando o pai se distrair um pouco, Jane cochicha para seu irmão: Quando chegarmos vamos conversar *pisca suavemente*

- ~ -

Se der pra dar uma adiantada, quando chegar em casa Jane vai perguntar se o irmão viu algo de estranho, meio sobrenatural e comenta sobre o que ouviu de um dos senhores que veio socorrê-lo, sobre possessão, etc. Ela ainda comenta que intenciona procurar aquele policial (?) (Richard) para saber mais sobre o caso.

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19 Re: Ato 2: Mudanças em Sex Mar 25 2011, 11:43

- Eu realmente não consigo descartar totalmente a versão da policia. Ele parecia totalmente transtornado... É difícil dizer, pois não conhecia o noivo. Lá na loja as pessoas comentam tantas teorias... Quem sabe um dia saberemos o que realmente aconteceu?

Na verdade William não queria comentar muito sobre o assunto na frente de Catherine. Ele ouviu algumas teorias realmente assustadores na livraria...

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20 Re: Ato 2: Mudanças em Sex Mar 25 2011, 15:41

Morgan percebeu que William não estava confortável em comentar este assunto, então respondeu:
- Eu imagino, isso ainda vai ser assunto por um bom tempo.
Depois virou-se para Catherine e perguntou:
-Então, o que temos para hoje?

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21 Re: Ato 2: Mudanças em Sex Mar 25 2011, 16:15

Ariel prestava atenção nas palavras do pai, tentando achar uma luz no final das contas.
-O sr acha que a insanidade que afetou o sr.Von Dusseldorf tem algo relacionado com assassinato daquela pobre moça? Se for verdade essa "epidemia", será que o responsável pelo assassinato pode ter ficado com os mesmo efeios....? -leva a mão ao rosto, pensando no assunto

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22 Re: Ato 2: Mudanças em Sex Mar 25 2011, 19:22

Cross lê o papel em busca de informações sobre o local.
Antes de tomar uma carruagem para lá no entanto ele resolve se econtrar com Dereck para indagar a cerca de alguma possivel notícia sobre o paradeiro do segundo-tenente Reese. E também para recrutar o jovem para auxiliá-lo em sua nova empreitada.
Afinal ele havia se mostrado de confiança, lidou bem ao confrontar forças sobrenaturais, e supostamente sabia usar uma arma de fogo como se espera de um soldado.
Quando se trabalha num ramo em que a morte pode vir a qualquer momento, e em especial quando a morte pode ser o menor dos males, é no mínimo desejável estar acompanhado.
Pô sempre que eu escrevo sobre o Reese... fico imaginando que estou procurando o Kyle Reese de Terminator!!! XDDDDD

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23 Re: Ato 2: Mudanças em Sab Mar 26 2011, 14:53

- Isabella, ma belle tricheur.
- Vous êtes merveilleux.
*Procura algumas saidas alternativas do quarto*- Que fais-tu ici?
*Começo a suar*
- comment vous me trouvez?

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24 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 28 2011, 15:44

JAVERT

- De forma alguma! - A velha Abigail disse com doçura. - Na verdade, senhor, quando terminar sua refeição, gostaria que me ajudasse em uma tarefa.

Abigail falou de um lugar que precisava ir. Era a casa de um parente distante, que estava tendo problema com seus filhos, e ela precisava levar mantimentos para lá pois o homem não saía de casa a quase duas semanas.




EVAN

Joseph tentava pacificar a situação junto com Evan.

- Coralline, não force...

- Forçar? - Lady Coralline agora parecia furiosa. - Não me acuse de forçar ninguém a algo, homem, quando me forças o filho da prostituta com quem se deitaste antes de mim!

- Não ouse tratar a mãe do meu filho dessa maneira! - Lord Kendall levantou a voz, agora também com raiva. Harry aproveitou a deixa para se levantar da mesa e sair para seu quarto.




GRACE

Mary suspira.

- Não é nada que me fizeste. É a vida que me desagrada...

Ela sentou-se em uma das cadeiras do bar, e agora que Grace via seu rosto, percebeu que ela estava à beira das lágrimas.




ELLIE

Miranda parecia grata pela preocupação de Ellie.

- Mamãe está na mesma. Ela grita à noite, atira coisas nos empregados... - Ela deu um suspiro tristonho. - Papai não fala sobre o assunto. Não sei o que fazer, Srta. Ellie!




MORGAN E WILLIAM

Não, Morgan não conhece ninguém desse meio Razz

Catherine bateu palmas em seu contentamento, ignorando completamente a conversa pesada.

- Liz preparou um ensopado incrível para nós. Venham!

Os três se sentaram à mesa enquanto Liz, a cozinheira, servia seus pratos. William achou o cheiro delicioso, porém, Morgan começou a se sentir enjoado.




TRACER

Ao perceber a reação de Tracer, Tom mudou de abordagem.

- Ah! Então parece que o relacionamento com a doce filha do Dr. Harris está dando frutos...




JANE

Um pouco mais tarde, quando Ethan finalmente estava em casa, Jane entrou em seu quarto e falou de suas preocupações ao irmão. Ele pareceu pensativo por alguns momentos.

- Há um tempo atrás, eu teria duvidado de tais coisas - Ele disse, coçando a barba - Mas eu vi. Aquele homem estava fora de si, irmã. Os olhos dele... Era como se sequer fosse humano! Pobre Cecilia...

Ele ficou calado por um tempo, e depois aprovou a idéia de procurar Richard para fazer perguntas.

- Ele pareceu militar, pelo o que vi. Mas não o reconheço... Como o encontraríamos?




ARIELLA

- Não sei, querida - O pai de Ariella respondeu - Mas isso com certeza é assustador. Não quero que ande sozinha à noite pelo menos por um tempo... Não quero que algum assassino aleatório coloque as mãos em minha filha!

Apesar de tudo, Harris não confiava na polícia naquele caso, principalmente após ver as conclusões precipitadas dos detetives nos últimos incidentes.




RICHARD

Richard foi até a casa de Dereck. Bateu na porta uma, duas vezes, sem resposta. Então notou que a porta estava aberta; ao abrir, deparou-se com a última pessoa que esperava encontrar.

Reese estava sentado em uma poltrona, parado, olhando fixamente para uma parede. Sua barba estava mal feita e seu cabelo desarrumado.




THOMAS

Isabela parecia radiante.

- Mon amour! Não recebeste minha carta? - Ela o soltou, olhando o quarto em volta como se fosse um castelo. - Que lugar lindo é esse que você mora!

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25 Re: Ato 2: Mudanças em Seg Mar 28 2011, 15:57

Já tinha ficado claro as intenções de Tom naquele papo todo. Tracer sabia que tinha o deixado bem irritado desde que conseguira a promoção. Era óbvio que ele estava tentando enrolá-lo para conseguir alguma pista do caso.

- Agora você foi longe demais, Tom! - disse, levantando-se e se encaminhando ao outro. - Se você veio aqui só para me dizer besteiras, por favor, retire-se!

Irritado, Bullet abriu a porta da sala, expulsando-o e batendo a porta com força.

- Esse cara, veja só! Sujeitinho asqueroso.

O repórter nem conseguia imaginar as últimas palavras do rival; um homem da idade dele com uma jovem como a senhorita Ariella. Por algum motivo, se sentiu triste e solitário. Logo, voltou ao trabalho, já que estava atrasado demais com o texto.

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